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Entrevista - Continue: "Nunca nos colocamos em um nicho em específico"

Vocalista Naty Zanellato fala ao Seguimos Fortes sobre o novo single, Anima, e os próximos passos do grupo


Continue: Diogo Marino (bateria), Marcus Ariosa "Fumaça" (guitarra), Bruno Molino (baixo) e Naty Zanellato (vocal)

Por Vinícius Vieira


Na estrada desde 2017, a banda Continue, formada em São Bernardo, no ABC paulista, faz uma fusão de gêneros que é impossível de explicar: “nunca nos colocamos em um nicho específico”, afirma a vocalista Naty Zanellato. Mas é uma fusão que agrada, contagia e apresenta o melhor do rock atualmente.


Com sete anos de atividades, além de Naty Zanellato, a Continue conta com Marcus Ariosa (guitarra), Diogo Marino (bateria) e o recém chegado Bruno Molino (baixo). Neste período a banda lançou dois EPs: Ciclo Sem Fim (2018) e Súbito (2023), e três singles: Autocontrole (2020), Adicta (2021) e o recém lançado Anima, que conta com a produção de Alexandre Capilé (Sugar Kane, Water Rats e Ator Morto).


Sobre essa nova música e também sobre os trabalhos anteriores, a preocupação da banda em abordar o tema saúde mental em suas canções, além da videografia criativa do grupo e dos próximos passos do quarteto, que o Seguimos Fortes conversou com a vocalista Naty Zanellato.


O resultado deste maneiro, e extenso, papo você confere agora.


Seguimos Fortes: Em abril a Continue lançou um novo single, Anima, apenas um ano depois do lançamento do EP Súbito (2023). A nova música traz a banda flertando com batidas eletrônicas e uma letra de superação. Conte um pouco sobre a criação dessa música?


Naty Zanellato: A música Anima surgiu como um marco efetivo da entrada do Fumaça (Marcus Ariosa, guitarrista) na banda, em 2022. Quando ele se juntou a nós, o processo criativo de composição das músicas para do EP Súbito já estava caminhando. Letras, bases de guitarra, ritmos e outros detalhes já estavam praticamente prontos, faltando só as gravações. No entanto, desde o início, o Fumaça trouxe várias ideias, músicas e propostas que enriqueceram muito o nosso repertório. Dentro de tudo que ele agregou, estava o instrumental de Anima, criado especialmente para a banda, embora, confesso, que a música não me conquistou de imediato [risos].


Um dia, decidi dar uma nova chance à música. Coloquei meus fones, abri um vinho e as melodias, junto com a letra, simplesmente fluíram com facilidade. Já tinha algumas ideias escritas, e me surpreendi com a forma como tudo ia se encaixando perfeitamente com o instrumental e com um trecho de letra que o Fumaça tinha me enviado. Naquele momento, pensei: "Eita, acho que é isso mesmo!". Quando tocamos a música mais estruturada no ensaio, todos concordaram que ela poderia ser uma forte candidata como nosso próximo single.


A música surgiu como um marco dessa nova fase mesmo, acho que ela compactua com o nosso amadurecimento pessoal e musical, tanto do instrumental quanto da escrita. A letra conta com uma análise sobre os colapsos psicológicos de uma sociedade em constante decadência na minha visão e o uso de recursos eletrônicos, que o Fumaça utilizou, abriram ainda mais as nossas possibilidades criativas.




Anima foi gravada, mixada e masterizada pelo Alexandre Capilé (Sugar Kane, Water Rats e Ator Morto) no Estúdio Costella em São Paulo. Como foi trabalhar com o Capilé produtor?


Capilé foi um querido do começo ao final! A atenção, o cuidado com a música e a preocupação com nosso bem-estar foram o ponto chave da gravação, tanto que em muitos momentos me senti no sofá de casa, tem coisa melhor do que trabalhar confortavelmente se sentindo bem?

 

Pode não parecer, mas eu sou uma pessoa muito tímida com quem não tenho intimidade e sempre fui muito insegura para gravar, acho que a ideia de deixar algo eternizado me estremece um pouco. Mas, naquele dia, tudo fluiu de forma tão natural. As ideias e sugestões surgiam com tanta leveza, que mesmo após mais de oito horas de gravação, estávamos animados para os próximos passos.



Como dito anteriormente, Anima chama a atenção pelas novas nuances eletrônicas inseridas na introdução da música. O que podemos esperar das próximas músicas da Continue?


Muita coisa diferente, isso eu garanto [risos]. Estamos em um processo de escutar bastante referências que fogem um pouco do cotidiano musical de quando a banda foi criada. A nossa criatividade está vindo bem aflorada!



Há um ano, a banda lançava o EP Súbito, que conta com dois clipes (Estigma e 5 Décimos de Mim) e uma arte gráfica foi toda feita por Inteligência Artificial (IA). Conte um pouco sobre a criação deste EP e todo o contexto por trás dele e da sua capa.


O nome do EP Súbito já condiz com toda a criação dele, porque a palavra refere-se ao que surge inesperadamente, e foi justamente isso que aconteceu durante todo o processo da construção desse EP. O guitarrista saiu de repente da banda, o Fumaça assumiu o seu lugar do nada, as gravações foram feitas na loucura, bons shows surgiram no caminho e quando ninguém esperava o próprio Fumaça abraçou a banda e chegou com as mixagens prontas [risos].


Para mim, esse EP representa um aglomerado de flash’s que se materializaram de maneira subitamente bonita na minha cabecinha confusa [risos]. A capa também nasceu dessa mesma intensidade e ideia. Tudo começou quando o Fumaça nos mostrou uma foto incrível de um pássaro sobrevoando a represa Billings, que ele capturou no Riacho Grande, nosso bairro em São Bernardo do Campo (SP). Originalmente, pensamos em usar apenas essa foto, mas senti que faltava algo a mais para enriquecer a capa. Foi então que, após um ensaio, durante uma conversa descontraída cheia de cerveja, discutimos sobre os movimentos artísticos que eu estava explorando com meus alunos na escola (sim, sou professora de artes). Mencionei o surrealismo e como ele busca celebrar a expressividade espontânea de forma súbita. Puf! o Fumaça teve a ideia!


No dia seguinte, ele retornou com várias opções de capas baseadas em sua fotografia, mas com um toque estético surrealista. A partir daí, tivemos várias discussões saudáveis sobre se o uso da IA na arte seria bacana ou não, mas como nos inspiramos na liberdade estética e criativa dos artistas surrealistas, que na época, a ideia de suas artes era justamente o embate com o conservadorismo e a moralidade, decidimos seguir um caminho semelhante [risos].




A Continue é uma banda que flerta com diversas sonoridades e referências musicais como o hardcore, grunge, pop punk. além de ser possível ouvir ecos de Jimmy Eat World, Paramore, We Are the In Crowd, Nirvana e, até mesmo, Pitty, nas canções do grupo. Se pudesse classificar a música do Continue dentro de um gênero, qual seria?


Acho que seria o Rock mesmo, exatamente pelo que você falou. O rock abrange muitas vertentes e muitas coisas, nunca nos colocamos em um nicho específico porque as nossas diferenças musicais sempre foram palco para as nossas composições, então tudo é feito de maneira tão coletiva e com essências tão particulares que nos classificamos mais com o Rock.


A Continue existe desde 2017 e de lá pra cá foram lançados dois EPs e três singles. Como vocês avaliam essa trajetória e crescimento da banda em sete anos?


Ruim [risos] Brincadeira!  Mas a Continue começou como um catadão de pessoas que não se conheciam nem pessoalmente e muito menos musicalmente, o Diogo Marino (baterista) juntou uma galera com a ideia de fazer uma banda cover de Paramore, só que nessa, o ensaio rolou super legal e decidimos fazer um som próprio.

A partir disso fomos tentando nos organizar, nos conhecer, nos entrosar… Conquistamos muitas coisas legais ao longo desses 7 anos, mas muitas coisas legais mesmo, coisas que nem imaginava que eu, particularmente falando, conseguiria vivenciar com uma banda autoral, só acho que faltou um pouco de maturidade da nossa parte em várias decisões no decorrer desse caminho. Acredito que agora a Continue está conseguindo estabelecer um eixo legal de organização e de ideias. Me deixo aqui ansiosa para os próximos capítulos.



Há alguma razão para o EP Ciclo Sem Fim (2018) estar fora das plataformas de áudio?


A sonoridade da banda mudou muito desde aquela época, tanto que não tocamos mais nenhuma música do primeiro EP nos nossos shows. Então, como forma de priorizar os lançamentos mais recentes, arquivamos as antigas. A tendência do Spotify, por exemplo, é empurrar na galera os sons mais antigos e não os mais novos, então todo novo ouvinte que chegava para ouvir nosso som acabava não se deparando com o que gostaríamos que ouvissem primeiro. 





A Continue fala abertamente sobre questões de saúde mental em suas músicas, inclusive tendo apoio do Centro de Valorização a Vida (CVV) acerca destas discussões. Para a banda, qual é a importância da abordagem deste tema dentro da música de vocês?


A música sempre teve o poder de conseguir falar e conectar abertamente com as pessoas, então por que não utilizarmos desse espaço e desse poder de fala para proporcionar um espaço de reflexão, de acolhimento e de identificação para quem escuta ao nosso som? Nossa intenção quanto banda nunca foi transmitir apenas a nossa própria jornada emocional, mas também incentivar os outros a não se sentirem sozinhos em suas lutas internas.



A música Adicta, que fala claramente sobre o consumo de álcool diante do contexto de abandono e depressão, trata-se de uma experiência autobiográfica?


Sim! Eu passei pela terrível experiência de um relacionamento tóxico durante quase 6 anos e o término aconteceu bem no período pandêmico de 2020. A música foi meu refúgio nessa situação toda e Adicta veio de brinde como resultado [risos].



O clipe de Adicta é uma superprodução, que contou com o apoio da Lei Aldir Blanc, e tem excelentes figurinos, cenário, roteiro e figurantes da comunidade queer. Como surgiu a ideia para este clipe e como foram as gravações?


Como disse na pergunta anterior, a música Adicta foi verdadeiramente meu refúgio durante um período desafiador da minha vida. Naquela época, eu estava desempregada, enfrentando problemas nas cordas vocais devido ao excesso de trabalho na ONG em que estava, tinha acabado de sair de um relacionamento e lidava com as frustrações internas e externas de um início de pandemia. Tudo o que eu tinha era a minha voz e o violão de uma música para me apoiar.


Diante dessa situação, comecei a buscar ajuda dos meus amigos do Studio 1100 (a casa de shows em Diadema, que encerra as atividades neste final de semana com um show da Continue) e da Insanidade Filmes, decidi aprender sobre editais e como formular uma ideia que refletisse tanto o meu momento pessoal quanto o da banda. Ser aprovada na Lei Aldir Blanc foi crucial para resgatar minha autoestima e a minha confiança na música.


A inspiração do clipe surgiu por causa da acolhida calorosa que sempre recebi da comunidade LGBTQI+. Além de fazer parte da Continue, também faço parte do projeto musical Black Fever, onde somos frequentemente convidados para tocar no Cabaret Da Cecília, local onde gravamos o clipe. Nunca me senti tão bem tratada e tão acolhida como naquele lugar. Decidi unir a necessidade de acolhimento que estava vivendo naquele momento com a gratidão e o respeito que sempre senti no Cabaret e da comunidade queer. Então celebrar a diversidade e dar voz à comunidade de uma maneira autêntica e vibrante tornou-se o objetivo principal do projeto.


As gravações foram uma experiência maravilhosa! Apesar dos inevitáveis estresses que surgem em um projeto desse porte, as drags queens e os demais figurantes criaram um ambiente tão acolhedor que eu não queria que a gravação terminasse. Cada elemento se combinou perfeitamente para transformar Adicta não apenas em uma música, mas em uma expressão visual poderosa e significativa pra mim e pra banda.




Outro grande destaque na videografia da banda é o clipe de Autocontrole, que foi dirigido por você, contando com a participação de diversas mulheres, em uma música que fala sobre respeito às mulheres e união feminina. Conte um pouco sobre este trabalho.


Sou formada em artes visuais e durante o curso tive uma aula sobre a aplicação do audiovisual no mundo das artes, a chamada vídeo-arte. Essa experiência despertou em mim o desejo de dirigir videoclipes, e foi assim que surgiu a ideia de dirigir o clipe de Autocontrole. Conversei com os outros membros da banda, propus a ideia de fazer algo inovador e todos apoiaram imediatamente.


Entrei em contato com o Marco, proprietário da Insanidade Filmes, que hoje em dia é um grande amigo meu, e com a Luanna Lilian, uma amiga de longa data e uma maquiadora super criativa. Expliquei minha ideia maluca de criar e dirigir meu primeiro videoclipe em stop motion, e para minha surpresa, eles também toparam embarcar nesse projeto comigo.

Em conjunto com o Marco, discutimos todas as referências visuais que eu tinha em mente e organizamos um roteiro que não apenas refletisse as mensagens de respeito às mulheres e união feminina presentes na música, mas também abordasse as diferentes formas de violência que as mulheres enfrentam na sociedade. A ideia era criar uma narrativa visual que complementasse a estética sonora e lírica da música, proporcionando um impacto emocional e visual significativo.


Durante as gravações, foi incrível ver a participação e o entusiasmo das diversas amigas que se juntaram e abraçaram o projeto, só para vocês terem ideia a gravação durou quase 24h sem parar. O que mais me deixou com o coração aquecido durante toda a gravação é que todas as participantes vestiram a camisa de tentarem transmitir não apenas uma história, mas uma mensagem poderosa sobre a importância do respeito e da solidariedade entre as mulheres. Foi bem bonito.


O resultado final foi um videoclipe que não apenas capturou a essência da música, mas também destacou a minha paixão pelo audiovisual e pela arte de contar histórias através do vídeo. Foi uma experiência transformadora e um marco na minha jornada criativa com a banda Continue.




Estando a frente da Continue há sete anos, você, com certeza, vivenciou inúmeras situações machistas no cenário underground. Mas depois de todo esse tempo, foi possível enxergar alguma evolução para as mulheres neste cenário, ou ainda há um árduo caminho a percorrer?


Bom, acredito que para a “mulher” padrão (se é que existe alguma), podemos dizer que alguns espaços são mais facilmente acessados [risos]. Mas houveram sim avanços significativos na cena, não podemos negar. A representatividade feminina nos palcos e nos bastidores tem se tornado cada vez mais frequente. No entanto, ainda enfrentamos desafios como o sexismo explícito e a sub-representação em festivais e espaços de destaque.É encorajador ver movimentos e iniciativas que promovem a equidade de gênero e combatem o machismo na indústria musical. A conscientização está crescendo, e muitas mulheres estão se unindo para enfrentar esses obstáculos juntas.

Só que apesar de reconhecer alguns progressos, tô ligada que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir um ambiente verdadeiramente inclusivo e igualitário no cenário underground e na indústria da música como um todo.



A banda, que no passado já teve até dois guitarristas, hoje está com uma nova formação, contando com a chegada de Bruno Molino no baixo. Pra você que esteve desde o início na banda, como é lidar com essas mudanças e como está essa nova formação?


É CAÓTICO! Eu nunca sei o que esperar, até porque todos que saíram nos pegaram super de surpresa, eu não esperava nenhuma saída [risos]. Mas a música é assim mesmo, sempre em movimento. Lidar com mudanças pode ser desafiador, especialmente quando são inesperadas. No entanto, a vida de uma banda é dinâmica, e cada novo integrante traz uma nova energia e perspectiva para o grupo. O Fumaça entrou trazendo muita coisa boa, a chegada de Bruno Molino no baixo também agregou bastante. Hoje percebo que as mudanças fazem bem e abrem novas possibilidades, tanto que estamos explorando tanta coisa nova que eu nem imaginava que a Continue pudesse fazer um dia.


Lógico que existe o período pra gente se adaptar e ir encontrando nosso caminho juntos, mas é um processo de aprendizado contínuo… Importante é fazer música e fazer música feliz.



Inclusive, fomos todos pegos de surpresa no ano passado com a saída do baixista André Fuzi da banda, que ao contrário de qualquer outra saída, sempre motivada por problemas pessoais ou, até mesmo, incompatibilidades dentro da banda, o mesmo alegou que havia encerrado para sempre as atividades na música. Como foi lidar com essa informação, e você acha que isso é algo que pode acontecer algum dia com qualquer um na banda?


Ser músico no Brasil já é difícil, ser músico de banda autoral na cena independente é mais difícil ainda. E tem uma hora que cansa esse corre todo. Lidar com a saída inesperada do Deda (André Fuzi) foi realmente impactante. A música é uma paixão intensa, mas também uma jornada cheia de desafios e sacrifícios, e foi super compreensível a escolha e o norte que o Deda quis dar para os seus novos passos de vida. Ele simplesmente quis dar voz às suas necessidades pessoais e batalhar por uma estabilidade que, acredito eu, ele sempre almejou. Então só nos coube oferecer muito apoio mesmo.

Agora, quanto a possibilidade de alguém sair um dia é uma realidade que todos nós enfrentamos. Cada indivíduo pode ter seus próprios limites e prioridades na vida, e às vezes esses caminhos podem se afastar da música, e tá tudo bem! Eu mesma já pensei em jogar tudo pro alto e me dedicar mais pra área da arte educação. Então continuar a perseguir um sonho na cena independente é uma escolha que requer coragem e perseverança.Mas estamos aqui viu? Comprometidos em seguir adiante [risos].



Naty, além da Continue, desde o ano passado você assumiu os vocais do Sapo Banjo, clássica banda de ska paulistana com mais de duas décadas de trajetória, chegando a gravar o single Amor na Cidade e fazendo um show eletrizante no Oxigênio Festival, em 2023. Como surgiu esse convite e como é fazer parte dessa entidade do ska nacional?


O convite para assumir os vocais do Sapo Banjo foi uma verdadeira surpresa para mim! Aconteceu de forma inesperada quando o baterista, Baby, precisou se afastar e o Mau, que foi o fundador da banda e primeiro o baterista, só que estava nos vocais, quis voltar para seu instrumento original. Surgiu então essa oportunidade de agregar com os caras em alguns shows. O que era para ser apenas uma experiência de diversão acabou se tornando algo mais sério, tanto que gravamos o single Amor na Cidade e em seguida já me vi nos palcos do Oxigênio. Mas como eu disse, nunca entrei para a banda mesmo, foi um ano de teste, diversão e loucuragem [risos].





Quais são os próximos planos da Continue?


No momento, a Continue está em um processo de estruturação e composição. Estamos focados em explorar diferentes potenciais musicais, definindo nossa postura e trabalhando intensamente em novas composições. Quanto aos próximos passos da banda, prefiro deixar isso em off por enquanto, mas posso garantir que estamos empolgados com o futuro e prontos para surpreender!



Quem quiser conferir a energia da Continue ao vivo, no próximo domingo (23), a banda será uma das atrações do show de encerramento do Studio 1100 em Diadema, ao lado de Garage Fuzz, Chuva Negra e Alquimistaz.


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